Benedito, Severino, Rodrigo e Sabrina... a semana em poucos nomes e linhas.
Tudo bem, tudo bem. Eu já havia dito que não falaria mais sobre o Papa, mas era o outro. Esse tenho que dizer.
Fico triste em ver uma Instituição tão poderosa e rica ir na contra-mão de tantas realidades atuais. Uma delas é avisar se o Papa já foi eleito ou não através de uma fumaça ... poxa, na era da tecnolologia, onde tudo é comunicado através de uma junção de pixels em qualquer parte do mundo, informar por fumaça? Ok, vão dizer é tradição e tals, mas é sem dúvida também prova da estagnação geral. Sem falar que a igreja já era contra camisinha, homossexuais etc ...imagina agora com um Papa mais conservador então. Não sou dos que torcem pelo jacaré no pitfall, mas Graças a Deus que o Papa não foi um brasileiro. Já pensou? estamos tendo tão poucos avanços ... imagina tendo um mundo hipócrita e conservador com os olhos grudados no Brasil... Já chega o Severino (que quer abrir uma comissão para discutir o nepotismo ... me poupe) imagina um Benedito (ou Bento sei lá) ... Leo Boff para Papa !
Mudando de bugalhos para caralhos...ops, como é mesmo o bordão? Fiquei super feliz em saber que o Rodrigo Rodrigues vai apresentar junto com Sabrina Parlatore o Vitrine da TV Cultura.
Dia 06 tem show do Zeca Baleiro, vamos?

Eu acredito que a visibilidade ajuda a dismistificar a homossexualidade e descobrir o véu de ignorância e hipocrisia que finge, mesmo quando óbvio, o que é muito comum. Sair gritando aos quatro ventos é outra história e muito mais preconceituoso do que parece.
Com primor Betty Millan trata desse assunto, hoje, na folha:
Gay sim senhor
[por Betty Milan]
Sou gay e tenho 19 anos, não sou afeminado, sou estudante de engenharia, não sou carnavalesco, odeio a cor rosa e não faço escândalos por aí. Como os meus amigos que também são gays. Fico indignado com a imagem que a mídia passa de nós, a de que somos afeminados, carnavalescos, promíscuos e por aí vai. Outra coisa que me faz mal são os próprios gays tentando passar uma imagem falsa de si mesmos. Se alguém me chamar de gay, eu direi que sou gay, sou feliz e tenho orgulho disso. Quando contei aos meus pais, eles aceitaram e só me pediram que não me vestisse de mulher e não modificasse o meu corpo.
Há gays que são afeminados, outros que são carnavalescos e outros ainda que são escandalosos. Você não é nada disso, não quer ser tomado pelo que não é, quer sustentar que é gay e se orgulha disso. Ok. Tudo bem.
Mas por que a desvalorização de quem é carnavalesco ? Acaso seria porque você considera que ser carnavalesco não é sério? Joãosinho Trinta é um dos artistas mais sérios que o país já teve. Nunca brincou em serviço. Ou melhor, serviu incansavelmente o Carnaval, rito através do qual nós rememoramos o nosso passado e recriamos a nossa identidade, que não existe sem o rosa, sem o verde-rosa. Pois, além de descendentes de índios e de negros, nós somos descendentes de povos que privilegiam essa combinação de cores, os mediterrâneos.
Você é tão preconceituoso em relação ao Carnaval -a religião nacional, segundo Oswald de Andrade- quanto a mídia pode ser em relação aos gays. Para não correr o risco de ser considerado pouco sério? Se for isso, você corre o risco de se tornar sisudo porque, para ser verdadeiramente sério, é preciso brincar. Com a brincadeira nós nos renovamos, bebemos na fonte da juventude.
Você será mais feliz quando não ficar indignado com os preconceitos alheios e não precisar dizer que se orgulha de ser gay. Quando não der mais bola para a torcida e deixar de valorizar tanto a questão da identidade sexual. O apoio dos seus pais você tem e o reconhecimento social que você espera não depende do modo como você vive a sua sexualidade e sim do que você faz da sua existência. (fonte:http://www1.folha.uol.com.br/revista/rf1704200517.htm)
E vc, o que acha?
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